Um pouco mais sobre as estrelas

domingo, 10 de janeiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 11:51
Não havia nenhuma estrela no céu.
Sempre me perguntei o que eram as estrelas.
Talvez estrelas sejam almas falecidas.
Ou são apenas enfeites do céu?
Sempre me disse que quando
Sentisse saudades de alguém que se foi,
Olharia pro imenso céu e mataria minha saudade.


Agora o vento toca meus cabelos, parecendo que estava querendo chamar minha atenção.
E foi, era o que ele queria. Minha atenção foi voltada a uma estrala que brotava no céu, na direção norte, ela brilhava e ofuscava.
Foi a partir daí que outras apareceram. Olhava a um lugar fixo no céu e brotava uma estrela. Era como se eu apertasse um botão e surgisse uma. Era incrível o momento que minha mente proporcionava.

Três estrelas me aguçaram curiosidade.
Uma na esquerda, uma na direita e uma no centro.
Fiquei imaginando quais nomes poderia dar para cada uma. Imaginei uma família, a esquerda era Maria e a da direita, João. Imaginei também que a estrela do meio era um filho. Um filho que eu nem se quer sei se existe.
Mais mudou, a estrela da direita piscou, piscou até sumir. E sumiu...
‘O que aconteceu será? Será que João abandonou Maria e seu filho?’
João não tinha esse caráter, de abandonar uma família. Era um homem de palavra, quero dizer, uma estrela.
Já Maria, era um doce de estrela, acordava todos os dias às 05h00min para preparar o café da manhã de toda constelação.
Estrela Maria sofreu anos e anos pela perda de seu marido, sem rumo e confusa, tentando achar um nome que se encaixasse perfeitamente em seu filho, a estrela do meio.
Desde dia 10 de Janeiro uma voz arrepiante cantava nos ouvidos de Maria:
‘Estou mais próximo do que você imagina, João é apenas um codinome meu Cordoval é meu nome. Maria também é um codinome, Abrilhair é seu nome. ’

Maria sem entender começou a procurar João por todo céu...
Parou,
Sentou,
E olhou todo o céu.


‘Onde estará João?’- Maria perguntou para si mesma.

Sem perceber o vento arrepiou as pontinhas da estrela doce, parecendo que estava querendo chamar atenção de Maria.
E foi o que o vento fez, desta vez não foi o vento e sim uma estrela. Que tinha como características: “Era um homem de palavras, quero dizer, uma estrela”

Abrilhair sem entender novamente, perguntou a si própria: ‘E a estrela do meio? É minha ou meu filho?’
Maria fez essa pergunta para ela mesma milhões de vezes, que até escutou uma voz grossa longe:
‘Nem sua, nem seu, nem nossa, nem nosso, minha amada. Estrela do meio é nossa querida neta, filha de sua filha. Agora venha cá, corra ao meu abraço, não temos muito tempo’

Sem pensar duas vezes, Maria correu ao abraço de João, e o agradeceu eternamente por tirar seu tormento mais uma vez.


Dedicatória:

Estrelas são almas falecidas, que marcaram de algum modo, esta mais uma vez, é a história em utopia de meus avôs, utopia porque não a presenciei.
Dedico a Abrilhair Drumond e Cordoval da Silveira, com todo meu coração, obrigada.
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