Fim de mim

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 20:10

O sol se pôs.
A poesia se foi.
O amor se compôs.
E o traço da minha
Vida se foi.

Foi o meu fim,
Dolorido e poético.
A minha vida não quis,
Aconteceu e foi assim.

Ao som do eterno Piano,
Perturbando-me e
Enlouquecendo-me
Morri recitando a
Poesia que não teve fim.

Depois veio o
Chico e a Maria,
Cantando aquela poesia doce e
Que me fazia me sentir
Uma boa amiga.
Consegui a perfeição que não queria.

Mais foi tão feliz,
Fui àquela amiga
Que sempre quis.

E foi assim que morri,
Feliz.
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História de Pilar

domingo, 21 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 10:39

“Salgamos a volar, querida mia”

Vamos voar para bem longe.
Viveremos feito amantes
Abraçar-nos-emos e teremos uma
Filha que também terá um quase amante.
Ela viverá feito nós.
Sem se preocupar em como
Vai ser daqui em diante.
Irá se chamar
Pilar e ela saberá amar.
Ela conhecerá a face feminina
De Deus e irá
Encontrar o pano de sua
História amorosa.
Vai perder os seus medos
E tocará uma vitrola ao seu querido e eterno amante,
Deus.
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Pirônica

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 10:28
Você é o sorriso estampado na minha boca.
O colorido do sol.
A amizade inesperada.
Aconteceu do nada.
Imprevisível.
Alegre
E amada.

Farpas agora são de nada.
Nada irá nós separar.

Juntas, viveremos.
A cantar aquelas músicas que nos fazem lembrar,
Daquela época que agente só sabia gritar.

Hoje os sorrisos são os mesmos.
Amanhã, serão também.
Só que com uma diferença.
Eles nunca serão iguais à de alguém.

E esse alguém é você,
Amada,
Imprevisível
E alegre.

Isa-do-ra.
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Confissão

domingo, 7 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 17:11

Cheguei ao ponto final.
Aonde se larga a caneta e amassa o papel.
Esqueci por onde começar. Esqueci onde se põe a vírgula.
Escrevi, escrevi, amassei, amassei.

Queria fazer uma confissão,
Mais nem se quer coloquei a caneta em mãos.

Ah, e o papel? Ah papel!
Tão branquinho, sem nenhum arranhão.

Parece que eu e a escrita,
Andamos em direções diferentes,
Uma ao sul outra ao leste.

Escrevi, escrevi, amassei, amassei.

Dizem uma para outra:
Não, não! Largue minha mão!

Volto e começo, bem devagarzinho.
Era uma vez, João, Maria e seu irmão,
Deram-se a mão e nunca mais disseram não.


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Crescer

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 09:56
Via (flickr)

Crescer pra quê?!
Queria mesmo ser o Peter Pan, voar por aí.
Abraçar o mundo com as mãos, ou até mesmo nunca mais sentir meus pés tocarem o chão.
Senti-me livre, feito o vendo que sopra as folhas, que refresca que nos faz tremer.
Um tremor adorável, que infelizmente é um sonho utópico.
Quanta raiva que tenho dessa limitação que nós temos. Sempre teremos que ficar com os pés fixos ao chão.
Nem quando sonhamos saímos do chão.
Só quando o sonho é muito bom e nos proporciona essa sensação.

Ouvidos:


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