Confissão

domingo, 7 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 17:11

Cheguei ao ponto final.
Aonde se larga a caneta e amassa o papel.
Esqueci por onde começar. Esqueci onde se põe a vírgula.
Escrevi, escrevi, amassei, amassei.

Queria fazer uma confissão,
Mais nem se quer coloquei a caneta em mãos.

Ah, e o papel? Ah papel!
Tão branquinho, sem nenhum arranhão.

Parece que eu e a escrita,
Andamos em direções diferentes,
Uma ao sul outra ao leste.

Escrevi, escrevi, amassei, amassei.

Dizem uma para outra:
Não, não! Largue minha mão!

Volto e começo, bem devagarzinho.
Era uma vez, João, Maria e seu irmão,
Deram-se a mão e nunca mais disseram não.


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