Ser

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 - Postado por Luiza Drumond às 21:11


E aquele sentimento mórbido toma conta de mim mais uma vez, mais uma vez me deixo levar pelos meus erros e arrependimentos. Bato-me, belisco, corrijo a postura, mas ainda sim, não acerto.
Acertar, verbo desconhecido, penso em acertar e minha memória falha. Procuro refúgio no meio de um turbulhão de sentimento desconhecidos, me procuro dentro de mim mesma e não me acho. Perco-me naquilo que ainda procuro, corro contra o tempo, corro de mim mesma, tento fugir e achar um espaço pro meu coração, um espaço para a alma, um espaço para o recomeço do “me recriar e me achar.” Sou um quebra-cabeça sem encaixes, sou tudo aquilo sem entendimento e sentido, sou aquilo que o vento varreu e deixou se perder no simples, no comum, na confusão pulmonar e cardeal. Sou aquilo e isso, mais nada que isso, um ponto, uma partícula, uma poeira sobre os olhos, um ser sem ser o que um ser deve ser, sou um nada, nem mesmo um nada.
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