Palavras

domingo, 30 de janeiro de 2011 - Postado por Luiza Drumond às 17:19
Via(we♥it)
Nada procede sem ti, palavras. Cheguei ao ápice da loucura por pensar que eu existiria sem ti, palavras. Cheguei ao ponto que se pensa, mas não escreve que se entende o que não conhece que se abraça, mas não sente. Entre a loucura e desespero, há sempre uma luz de esperança, uma luz no final do túnel, um sentimento chamado saudade que te salva e ressuscita. No começo há sempre uma indisposição, incomodação e preocupação de recomeçar, por esse e outros motivos que eu sempre começo do final para o começo. Ando no caminho inverso para começar/achar o início, realmente o que me interessa é o meio, o desfecho. Não importa como acabou ou começou, importa se durou, e se durou, foi bom? É como um livro, dura para sempre se o desfecho for bom, já ao contrário, é esquecido quando for fechado. Eu nunca fui uma escritora de primeira, segunda ou terceira. Sempre vivi e fiquei entre os três, nunca senti e escrevi, sempre senti e guardei o tal sentimento, como eu sempre falo e penso, o que eu escrevo é pra mim. Ao longo do tempo eu ganhei certa prática, intimidade com as palavras. Venho desde então dançando com elas. Entre um rabisco e outro, fico me perguntando se aquela palavra era menos importante do que a outra, por que não usá-la? Ela não cabe e não se encaixa nas entre linhas, não que ela não seja importante, é que ela é especial demais para ser compartilhada. Há uma loucura em cada escritor, uns ciúmes e rancor. Um rabisco de linha a linha. Um ciúme estranho e pessoal, um sentimento ou outra coisa mais formal. Rimas são engraçadinhas, andam em duplas e encantam cada verso. Versos tímidos, indecisos, incertos e espertos. Páginas e mais páginas para a pessoa amada. Danço entre os pontos e encontros. Rimas sem nexos ou vírgulas. Cabe sempre uma a mais, no coração, aqui ou acolá. Rimas sempre me fizeram pensar se eu deveria continuar.

Aí vem a tristeza, a separação, o divórcio ao quase casamento. Eu, as palavras e rimas não andamos de mãos atadas mais, foi tudo esquecido, queimado, estraçalhado, despedaçado, minha amiga me deixou de coração quebrado. Já não danço mais, cheguei à conclusão que parar de escrever não era a escolha certa. As palavras sempre me deram uma importante lição:

Não desista independente de cada dificuldade ou desespero, abrace as palavras e não as jogue ao vento. "Palavras, eis aí a prova de que não são apenas palavras."
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Alegria

Postado por Luís Arêdes às 00:52

Por três razões me atravesso num sorriso, e com elas levo a alegria, sinceridade e paz.
Um mundo onde todos o chamam de clichê, querem somente paz nossa nova juventude, diferente que se refere ao todo.
Possamos lembrar que a vida leva sentimentos bons onde você apenas se alegra vendo outros sentimentos.
Não precisa se ostentar em dizer, viver, alegre, juventude clichê onde se ama o inesperado.
Sorria sem pressa, viva na compaixão de um sorriso, alegre-se no que a de bom, viva em momentos ruins e passe de acordo com a sua vitória. Não é auto-ajuda, é respeito a vida, aquilo que a de bom, mesmo em momentos tristes, nunca se esqueça, a sempre uma pessoa que precise do seu sorriso.
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00:24

Postado por Luís Arêdes às 00:43


Sem letras, apenas sangue de um coração onde tudo não basta de ilusão, cria-se barreiras onde nada além da imaginação se vê.
Destino de atravessar portas e conseguir chegar até onde quer chegar, lembrar do que é certo, lembrar do amor.
A tristeza que assola os corações desinibidos, com a maior herança que se possa ter.
Saudades agora já não me faltam sinto por não ser um tanto bem maior, ressurgir das cinzas como a fênix.
Apenas agora admirar o luto de todos aqueles que sempre estavam ao seu lado.
Mesmo sem conversar por mais de três anos, você não sairá das almas e corações onde você conseguiu entrar.
Apenas se agora que sou um tanto bem maior do que antes bastava três brisas e caia o que chamava de império.

Viva e reflita.
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Vasto

domingo, 7 de novembro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 18:08

Escrevo-te com intuído de paixão desesperada, escrevo-te com o coração cansado. Escrevo em forma redundante, sem parar, sem pensar. Escrevo fatos reais e irreais, minto um amor em poesias. Quem dera eu caber em entre linhas, quem dera eu ser quem penso. Quem me dera não ser existência delicada, quem dera eu existir! Sou poetisa mentirosa. Poetas mentem, sofrem, sonham e choram. São frágeis, são existências delicadas. São criaturas charmosas e misteriosas. Quero nos versos que escrevo formas geométricas, quero substituir essa coisa familiar que é a escrita por um pincel delicado. Quero deixar de ser para existir. Quero pôr em palavras a paixão sofrida. E depois de existir, quero continuar escrever enfeitiçada. E o que vou querer escrever? Alguma coisa mais tranqüila e sem modas. Alguma coisa com lembrança. Alguma coisa como: “Olhe pra mim e me ame.”
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domingo, 10 de outubro de 2010 - Postado por Luís Arêdes às 11:38
Queria poder escrever uma viagem, num pequeno avião de papel que gira mais só paira quando não tem mais pressão.
Ele de tanto rodar cansou.
É bonito um olhar, uma paisagem, um pássaro, ele disse.
Lutou contra o vento, mais como se luta contra algo que é concreto?
Ele lutou, mais perdeu, ele fugiu, mais foi arrastado com o que sobrou de um ninho, mais acabou caindo de uma vez só.
Era bonito aquele rodopiar. Era bonita aquela canção que estavam cantando na beira do rio.
Era gigante aquela pipa que quase trombou.
Era a mesma pegada de anos atrás, quando ele relembrou que era ali onde morava, naquele imenso carvalho que foi arrancado.
Ele relembrou como era fácil a vida de um carvalho.
Fotossíntese disse ele, mais nem lembrava mais como a fazia.
As pegadas da vida deixam marcas, lembranças de um passado que não volta mais.
Era legal pensar em uma velha canção onde o piano tocava suavemente uma bela melodia, fugir do que era seguro e descobrir como é viver só.
Um mundo, um olhar na imensidão. Descobrir, se aventurar, e se deliciar com o passado, sem medo de pertencer ao inesperado.
Por: Luís (:
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Devorando

sexta-feira, 13 de agosto de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 18:37



Sempre soube que havia pessoas que eu deveria chamar de formas diferentes, cada um com um significado diferente. Eu tenho aqui uma lista extensa, muito extensa de pessoas que chamo de amigos (a), irmãos (a), pais, anjos, flores, amores e queridos (a)... Tenho aqui também uma lista de quem devo agradecer a vida toda. No topo, bem no topo tenho vários nomes, entre eles tem um nome cujo possui cinco letras e pertence a uma queridíssima amiga que vem me acompanhando desde o início da minha caminhada de pequena escritora, e até hoje não largou minha mão e sempre que posso estou aqui para agradecê-la. Sempre soube que nada é tão belo como ser elogiada e agradecer com outro elogio. Entre tantas formas essa é uma das mais belas de se dizer “obrigada”, e também foi à forma diferente ou talvez a única possível de lhe agradecer, Kenia querida. Eu não tenho muito tempo ou talvez muitas palavras, mais saiba que ainda me resta muitos elogios para lhe dar. Não sei exatamente se ire lhe agradecer da forma que penso e quero, mas gostaria de fazer um questionário, ou uma pergunta.

O que você pensa quando olha para as pessoas? E quando alguém percebe que está olhando qual é a sua reação e seu primeiro pensamento?

Eu andei reparando isso nas pessoas nos últimos dias e descobri que a convivência deixa as pessoas curiosas... Até pensei em espalhar essa pergunta por aí... Ela me deixou completamente curiosa. Então, lhe presenteio com ela e será a primeira pessoa a respondê-la...
Ah! Obrigada, obrigada! Sempre.

Quem devoro:
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Sobre Trovões

terça-feira, 13 de julho de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 21:30
Descia ladeira abaixo,
Trovão azul e tua tropa
Barulhenta.
Capitão Joe Romano
Com tua voz aguda
E ensurdecedora
Matara cinco ou mais
Em alguns minutos
E nenhum a mais.
Sua velocidade era incrível,
Voraz e veloz,
Choque no peito dos soldados,
Capitão vencera mais uma vez.

Capitão cala-te sobre o mundo
Com som agudo
De um coração
Imundo.

Capitão olha-te na armadura arranhada,
Olha-te no teu coração enferrujado,
Abra-te depois de um relâmpago
De uma tarde vazia,
Chuvosa e fria.
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