Confissão

domingo, 7 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 17:11

Cheguei ao ponto final.
Aonde se larga a caneta e amassa o papel.
Esqueci por onde começar. Esqueci onde se põe a vírgula.
Escrevi, escrevi, amassei, amassei.

Queria fazer uma confissão,
Mais nem se quer coloquei a caneta em mãos.

Ah, e o papel? Ah papel!
Tão branquinho, sem nenhum arranhão.

Parece que eu e a escrita,
Andamos em direções diferentes,
Uma ao sul outra ao leste.

Escrevi, escrevi, amassei, amassei.

Dizem uma para outra:
Não, não! Largue minha mão!

Volto e começo, bem devagarzinho.
Era uma vez, João, Maria e seu irmão,
Deram-se a mão e nunca mais disseram não.


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Crescer

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 09:56
Via (flickr)

Crescer pra quê?!
Queria mesmo ser o Peter Pan, voar por aí.
Abraçar o mundo com as mãos, ou até mesmo nunca mais sentir meus pés tocarem o chão.
Senti-me livre, feito o vendo que sopra as folhas, que refresca que nos faz tremer.
Um tremor adorável, que infelizmente é um sonho utópico.
Quanta raiva que tenho dessa limitação que nós temos. Sempre teremos que ficar com os pés fixos ao chão.
Nem quando sonhamos saímos do chão.
Só quando o sonho é muito bom e nos proporciona essa sensação.

Ouvidos:


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O vento levou

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 12:38
Será que não é normal apenas gostar do vento?
Apenas imagina-lo levando tudo que não podemos levar?
Acrescentar mais vida no simples poder de ventar?
Não. Não quero poesia e sim realidade, o poder da escrita está na assiduidade de entender que nela existe vida, e da vida nasce expectativas.
Na razão de gostar de ventanias, vento e brisa são na simples razão de descrevê-los sem o poder de deixá-los sem poder.
Sim, poderosos. Poderes que o Divino abriu mão para dá-lo força.
O vento que carrega incerteza, amor, ódio e tudo que você sente.
Arrepio.
Livre, como o vento se ouve falar. Não tão livre será a brisa que corrói a si própria por simples sentimentos que ela carrega por nós.
Não é mágica! E sim poesia.
A-C-R-E-D-I-T-A-R.
Que ela possa carregar mágoas, razões, dúvidas, respostas, amor.
A – acrescentar vida a vida.
C - crescer na virtude e nela aflorar sabedoria.
R – rir do que lhe foi zombado.
E – esperar em Deus. Virá concerteza virá.
D – dedicar não a você, mais a todos. T-O-D-O-S sem exceção.
I – ir além do imaginável. Está na sua cabeça, tente.
T – trazer o imaginável à tona.
A - aprender com os erros. Frase bastante usada que faz um grande sentido.
R - responder a si mesmo, perguntas cujas respostas lhe faça sentido.
E pra você o que significa ACREDITAR ?

(Luís Fernando Hang)
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Estrela da perfeição

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 16:02

Olá lulu!

Não tem muito tempo que nos tornamos amigos, e isso não significa que não temos uma grande amizade.

As vezes é difícil de encontrar um menino que escreva assim e etc mais eu não ligo, sei quem sou e nada vai mudar isso.

Sempre desde o início das aulas eu me senti inspirado por você (não me pergunte porquê haha')

Tá, mas mesmo no início foi difícil ter uma amizade com você, como eu amo o tempo e acho que foi ele que fez com que sua cabeça mudasse e tal porquê te fez mais madura aos tempos a amizade logo veio.

Sempre vou dizer isso e muito mais que eu amo seu blog, e que desde o início que você o fez eu achei bem bacana.

Não sei se você lembra, mais você não colocava imagens, eu te dei essa dica. não me gabando é claro haha'

Te admiro muito e ainda acho você o ícone!

Nada vai mudar isso.

Lulu Te amo <3

Never Forget.
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Um pouco mais sobre as estrelas

domingo, 10 de janeiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 11:51
Não havia nenhuma estrela no céu.
Sempre me perguntei o que eram as estrelas.
Talvez estrelas sejam almas falecidas.
Ou são apenas enfeites do céu?
Sempre me disse que quando
Sentisse saudades de alguém que se foi,
Olharia pro imenso céu e mataria minha saudade.


Agora o vento toca meus cabelos, parecendo que estava querendo chamar minha atenção.
E foi, era o que ele queria. Minha atenção foi voltada a uma estrala que brotava no céu, na direção norte, ela brilhava e ofuscava.
Foi a partir daí que outras apareceram. Olhava a um lugar fixo no céu e brotava uma estrela. Era como se eu apertasse um botão e surgisse uma. Era incrível o momento que minha mente proporcionava.

Três estrelas me aguçaram curiosidade.
Uma na esquerda, uma na direita e uma no centro.
Fiquei imaginando quais nomes poderia dar para cada uma. Imaginei uma família, a esquerda era Maria e a da direita, João. Imaginei também que a estrela do meio era um filho. Um filho que eu nem se quer sei se existe.
Mais mudou, a estrela da direita piscou, piscou até sumir. E sumiu...
‘O que aconteceu será? Será que João abandonou Maria e seu filho?’
João não tinha esse caráter, de abandonar uma família. Era um homem de palavra, quero dizer, uma estrela.
Já Maria, era um doce de estrela, acordava todos os dias às 05h00min para preparar o café da manhã de toda constelação.
Estrela Maria sofreu anos e anos pela perda de seu marido, sem rumo e confusa, tentando achar um nome que se encaixasse perfeitamente em seu filho, a estrela do meio.
Desde dia 10 de Janeiro uma voz arrepiante cantava nos ouvidos de Maria:
‘Estou mais próximo do que você imagina, João é apenas um codinome meu Cordoval é meu nome. Maria também é um codinome, Abrilhair é seu nome. ’

Maria sem entender começou a procurar João por todo céu...
Parou,
Sentou,
E olhou todo o céu.


‘Onde estará João?’- Maria perguntou para si mesma.

Sem perceber o vento arrepiou as pontinhas da estrela doce, parecendo que estava querendo chamar atenção de Maria.
E foi o que o vento fez, desta vez não foi o vento e sim uma estrela. Que tinha como características: “Era um homem de palavras, quero dizer, uma estrela”

Abrilhair sem entender novamente, perguntou a si própria: ‘E a estrela do meio? É minha ou meu filho?’
Maria fez essa pergunta para ela mesma milhões de vezes, que até escutou uma voz grossa longe:
‘Nem sua, nem seu, nem nossa, nem nosso, minha amada. Estrela do meio é nossa querida neta, filha de sua filha. Agora venha cá, corra ao meu abraço, não temos muito tempo’

Sem pensar duas vezes, Maria correu ao abraço de João, e o agradeceu eternamente por tirar seu tormento mais uma vez.


Dedicatória:

Estrelas são almas falecidas, que marcaram de algum modo, esta mais uma vez, é a história em utopia de meus avôs, utopia porque não a presenciei.
Dedico a Abrilhair Drumond e Cordoval da Silveira, com todo meu coração, obrigada.
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Sempre existirá amor

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 - Postado por Raphael às 21:56
Hoje na hora que eu entrei no meu orkut, o primeiro recado que eu vi foi o da Lu dizendo : ' Rapha, posta no blog ! ' , quando vi isso parei e pensei: 'Puts, e agora ? Meus momentos de inspiração repentina tão ficando cada vez mais escassos, eu mal tenho tempo de respirar !
Mas então, eu li uma coisa que me fez parar pra pensar, pra refletir. Parar pra pensar numa coisa que ninguém nunca conseguiu explicar, o amor. Mas depois que li isso, percebi que não existe explicação, ele simplismente existe. Ele sempre existirá.

' SEMPRE EXISTIRÁ O AMOR ' -por Camila Araújo

"Para de ser pessimista, esse é o grande problema do ser humano, só porque as coisas estão difíceis, ele pensa que acabou, mas SEMPRE tem mais, NUNCA é tarde demais, NUNCA nada acaba sem um propósito, NUNCA um amor pode se perder no meio de um nada. Amor é uma coisa muito única. Eu não acredito em magia, fadinhas, em nada do tipo, mas eu acredito no amor, por que é a coisa mais próxima que temos da magia. Não pense que sou uma menininha iludida com príncipe encantado, ou coisa assim, sei bem o que é realidade, e sei bem o que me espera. Eu sei que a vida não é justa, mas agente tenta. Se não der certo, sempre terá uma outra vez, sempre terá alguém pra você chorar, viver momentos insubstituíveis. SEMPRE EXISTIRA AMOR."

Sempre existirá =)



Raphael
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Lembranças novas

Postado por Luiza Drumond às 18:41

Acho nunca existiu lembras antigas.
Lembras serão sempre lembras, nunca esquecidas, por isso nunca serão antigas.
Acontece hoje e lembradas amanhã.
Não há porque dizer que são antigas.
Uma lembrança nunca será esquecida.
Contando que ela seja apenas uma rima.
Ou até mesmo uma mera lembrança vivida.
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07\01\10

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 - Postado por Luiza Drumond às 17:25
Por um estante parei.
Senti.
Sorri.
E continuei.


Não sei se ano novo me causa essa sem sensação de vazio, estou com necessidade de preenchê-lo, de alegria e paz.
Mais ainda estou decepcionada por não saber responder a pergunta que não me deixa calar. ‘ O que fiz no ano anterior?’. Incomoda-me tanto não saber a resposta, 2009 não foi um ano vivido por viver, o que eu fiz?
Talvez eu esteja um tanto ocupada ou até mesmo encantada com meus pensamentos.
São pensamentos felizes, que me fazem agradecer o quão aprendi no ano anterior.
Até hoje não me dei uma bem-vinda a 2010, fico só a imaginar as coisas que poderão acontecer.

Ou até mesmo olhando pro nada, fixamente para um ponto, uma flor amarela.

Encantando-me com a ópera em meus ouvidos.

Acordo todas as madrugadas às 03h00min, minha tia sempre me diz que é Deus me chamando, então paro novamente e oro:

“Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.”

Nunca vejo a resposta dele:
‘Volte a dormir, Luiza’.
A partir daí não durmo mais, de volta ao inferno habitual, é esse meu inferno cotidiano.
Quando não acordo, me afogo em meio de tantos sonhos e morro e morro. Sinto um toc, toc e toc em meus ouvidos, é Deus novamente:
‘Acorde, são 03h00min da madrugada’.
Meu anjo Deus.
Agradeço a ti o pai, por nunca me deixar morrer nos meus sonhos aflitos, é um prazer infernal acordar todas as madrugadas, um prazer infernal, obrigada.
E então vem em minha mente a imagem do homem do trem. “Será que ele está bem? Será que aprendeu como olhar respeitosamente uma mulher? E será que perdeu a cara de louco que tem?”
São tantas perguntas, meus queridos (a). Às vezes até choro por não saber responder-las, a minha incapacidade é horrivelmente triste, só me resta tentar ficar em paz.
E talvez orar novamente, quem sabe assim Deus não me dá a paz que tanto quero.

Obrigada.

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Livro Dourado

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 14:51

Fiquei só no trem, só não, junto a um homem.

Cara pálida, olhos arregalados e azuis. Usava uma aliança dourada, grossa e larga.

Eu cara pálida também, cansada e incomodada com a voz grossa e grave que gritava nos meus fones de ouvidos.

Ele me comia com aqueles olhos grandes de uma forma cautelosa ou desrespeitosa, queria saber o que pensava. Contorcia-me de todas as formas possíveis, para parecer menos incomodado. Acho que ficou evidente demais, só conseguia olhar para frente, era meu ponto fixo.
Escrevia várias perguntas em minha cabeça, uma delas me aguçou atenção:
“Que diabos esse homem olha tanto pra mim?”

Só queria saber o que era, tem algo de errado comigo?


Outra vez a voz me incomodava desta vez, era um som popular insuportável, daquele que encantava a garotada. Logo mudei, pra uma música calma, com letra concisa.
Logo me fez sorrir disfarçadamente, era tão baixinha que o som dos trilhos quase que apagava a letra e melodia.

O tal homem continuava a me olhar, resolvi olhar também, por debaixo do óculos. Senti-me um tanto confortável, mas curiosa.

Meu ponto fixo ainda estava lá, a paisagem horrorosa. Cheia de folhas secas e vagões enferrujados.
Viajei um tanto na paisagem, começou a se formar uma forma interessante e incomodante me minha mente, era o homem, desta vez ele me olhava carinhosamente, fiquei feliz.

Faltavam alguns metros para meu destino... A Livraria Dourada.

Voltei ao meu ponto fixo, comecei a escrever histórias em minha mente, mais o olhar do homem me roubava toda a minha atenção, logo esquecia a história.

Ele também carregava uma maleta preta, quadrada e tinha uns 15 cm de comprimento.
O que carregava lá?


Um e dois estações, cheguei ao meu destino.


Ele me olhou mais uma vez e sumiu rapidamente, procurei-o por todo trem. Sumiu muito rápido, feito balão quando estoura.

Sai do trem e entrei na livraria e fui à procura de um livro interessante.

...
Procurei, procurei e procurei, não achei...

Uma porta se abriu em meio da multidão, vi uma placa escrita:

Vendem-se livros valiosos, 30,00 moedas.

Vasculhei por toda estante, e achei um livro dourado, que tinha como título:

“A Aliança, dourada.”

O título e a capa me aguçaram curiosidade, quis saber do que se tratava a história...

Capa: Um homem de rosto pálido, olhos arregalados. Usava uma aliança dourada, grossa e larga.

Escritor: Peter Vaughn

Comprei-o desesperadamente, comecei a ler logo na fila do caixa e me encantei desde então, um trecho guardei pra mim:

“Ela nem sabe que esta aliança é para ela, e mente para si própria fazendo perguntas, que no qual já sabe a resposta e inventa outra.

Fiquei sem palavras na hora, como podia um livro conta meu próprio dia, que nem sequer acabou?

Continuei lendo e ouvi uma doce voz em meu ouvido:

- Olá, com licença, como se chama, doce jovem?
Ainda sem entender, respondi:
- Clarissa
- Prazer sou Peter Vaughn
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Festas de fim de ano é o mesmo que hipocrisia ?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 - Postado por Raphael às 19:09
Cara, eu JURO que não sou uma pessoa revoltada com a vida, nem nada. Mas chega essa época de fim de ano e eu fico tão puto com as coisas que eu vejo! Porque todo mundo resolve colocar a máscara de bom moço e finge ser uma pessoa que se preocupa com todos ? Hipocrisia é feio tá gente ?
No meu último instante de inspiração repentina, escrevi um poema sobre isso, espero que gostem :D e por favor, não achem que sou revoltado com minha vida, pelo contrário, eu a amo =)


FESTA!

Melhor seria se as pessoas fossem felizes o ano inteiro
Esquecerem das diferenças
Enxergarem no outro um irmão
Melhor seria se todos pensassem como um todo primeiro

Fim de ano ta chegando, hora de se preparar pras festas
Doces, salgados, bebidas
Vamos! Aproveitem ‘la ciesta’
Fim de ano ta chegando
Vamos todos fingir ser amigos
Vamos doar cobertores velhos
Vamos visitar os abrigos
E nos vangloriar por sermos aparentemente corretos

Melhor seria se as pessoas fossem felizes o ano inteiro
Esquecerem das diferenças
Enxergarem no outro um irmão
Melhor seria se todos pensassem como um todo primeiro

Raphael
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Indescritível

Postado por Luiza Drumond às 12:08

Ontem tive a certeza da minha felicidade, ver a oração ser narrada por Kátia.
Ver rostos sorrindo e lágrimas de felicidade escorrendo.
Senti um alívio em meu peito às 00h00min.
Acho que pude sentir a presença do menino Jesus em mim, ou até mesmo da minha avó.
Foi uma felicidade tão grande que me fez transbordar lágrimas, uma sensação indescritível.
Também senti uma vontade enorme de escrever meus sentimentos, mais era impossível, sempre foi e sempre será indescritível.
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Apresentação ? Talvez .

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 - Postado por Raphael às 20:44
Oioi :D Sou Raphael, novo 'sócio' da Lu e a partir de hoje vou contribuir com ela, pra fazer dissaquê mais foda ainda(ou não).
Já estou apresentado? Bem, nunca achei que conhecia alguém apenas por saber seu nome, então vo falar mais um pouquinho.
Quando eu e a Lu nos conhecemos, ela me fez a seguinte indagação: 'Mas então Raphael, me fale sobre você.' (?) E agora, o que fazer? Falar de mim não é exatamente uma missão muito fácil. Porém alguns dias antes eu tinha escrito um texto, com o objetivo de tentar me entender um pouco mais, vo postar ele aqui só pra tentar ajudar vocês a entender um pouco mais essa pessoa que vos fala. Não é tão legal quanto as coisas que a Luiza posta, mas juro que me esforço, hahaha! Beijos povão, e espero que o texto seja de alguma utilidade ^^

Raphael

Faces

Bem, sempre achei que houvesse dentro de mim 3 diferentes faces de mim mesmo.

Um deus, um louco, e um sábio.

Talvez essas três faces sejam apenas pseudônimos que uso para me afastar de minhas responsabilidades. Quando me controlo, sou o deus. Quando me precipito, sou o louco. Quando escolho entre me controlar ou me precipitar, sou o sábio.

Olhando assim, até que faz sentido né? Olhando de fora, sou apenas mais um ser humano em 6 bilhões que procuram formas de se eximir de responsabilidades e de colocar a culpa no otário que está mais próximo.

A grande diferença é que a maioria acha mais fácil colocar essa culpa em alguém alheio, e que não tem nada a ver com a história toda. Nunca concordei com isso, talvez daí tenha surgido a idéia das três faces de mim mesmo. Talvez! Eu também nem sei de onde veio essa história maluca!

Na verdade, na verdade MESMO, essas três faces são apenas os otários que estão mais próximos de mim e por isso sempre levam a culpa.

Alguns devem estar se perguntando se eu acho isso certo. Sim eu acho. Afinal, mesmo que foram criados para fazerem com que eu me sinta bem, ainda que tenha feito a maior cagada que se poderia imaginar, elas não me tiram a culpa, tiram? Eles são ou não são eu? Claro que são! São pedaços, fragmentos, emoções minhas. São tudo o que penso(e o que não penso), são tudo o que faço, são tudo o que vivo. Logo, para o mundo exterior ao que vivo, a culpa ainda é minha. A diferença só será sentida no meu mundo, no meu universo, na minha consciência, porque neles quem manda sou eu e não há nada ou ninguém que possa me julgar a ponto de me fazer sentir culpado.

Porque culpado, é o otário que está do lado.


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