Why don't we go somewhere only we know?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 11:20
She: Because I don't wanna go.
Did you don't see? I don't like you.
I just want your friendship, understand?
I don't wanna be rude with you. But understand, i want your friendship, only.

You are so romantic with me, please, stop!

He: I like you, don't matter?
Why? I just want your love. I love your voice, your face...!
Please, understand. I want you with me.


Another person: Please, call again later, it went dead ...
A good day.
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Clarissa

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 17:15

O sorriso de Clarissa se alarga. O da menina do fundo do espelho também. Passa a mão pelo rosto. Bonita? Sim, já lhe disseram. Não diretamente, mas ela ouviu. Percebeu. Adivinhou; Foi na rua. Num domingo. Ia para a igreja, contente, cantarolando baixinho, com vontade de pular. Levava um vestido branco de florinhas amarelas e azuis. Em uma esquina estavam dois rapazes. Quando ela passou, cochicharam, arregalaram os olhos e examinaram-na de cima a baixo. Santo Deus; que sensação esquisita! Nem agradável nem desagradável.
Es-qui-si-ta!

Erico Veríssimo.
Clarissa. Rio de Janeiro; Globo, 2001
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Poemas na madrugada

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:21
Tenho poemas pra madrugada.
Sempre são lindos e esquecidos.

Queria lembrá-los, mais é impossível.
Sempre são sobre lírios, coisas
Lindas, aparecem do nada.
Devagarzinho.


Aí como queria...
Não consigo.

Bobos, este foi escrito na madrugada de domingo.
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Professorinha.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 08:54
Ela é doce.
Chama-se Vivica.
É minha pequeninha
Sempre me deixa alegre.
É a irmã que não tive
E tenho.
Prometi que será pra sempre e
Cá estou velinha, lhe escrevendo
Esta singela poesia.
Guardo-lhe numa caixinha,
Que no qual sou bailarina.
E acabo escrevendo esta linha,
Que no qual não sei como termina.
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Velocidade dos ventos

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:41
(Foto retirado do site Meus Delírios Malu Monte)



Canção do vento e da minha vida


O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

[...]
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

(BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.)



Velocidade dos ventos


E se os ventos parassem de ventar?
Se as folhas parassem de cair?
E os frutos de se reproduzir?
Se as flores fossem arrancadas?

Será que minha vida ficaria mais
Cheia ou vazia?
E as amizades iriam se varias
Com a velocidade dos ventos?
Mais rápido teria mais emoção
E felicidade?
Mais lento teria mais brigas
E tristezas?

É. Prefiro ficar assim, quieta.
Deixe o vento responder.

(L.D.)
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Pequenutes

sábado, 5 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 20:05
É pequenina aquela doce menina,
Sonha em ser bailarina, mas o tempo lhe toma todo o tempo.
Nem sempre expressa àquilo que sente,
Quase nunca teve alguém que a ajudasse a se cuidar.
Mas o destino foi seguindo o seu rumo,
E me trouxe até aqui.
Para cuidar de ti, pequenina,
Para te fazer sorrir.
Agora me prometa uma coisa,
Diga que nunca me abandonará,
Sem o seu amor eu sou nada,
Fico solta pelas ruas, em plena madrugada.
Você, pequenina,
É a irmã que eu não tive,
Mas daqui por diante vou ter,
Ajudando e cuidando a cada dia,
Como poderei te esquecer?
Seja noite, seja dia,
Você será minha estrela guia.
Meu orgulho, minha Ute,
Entenda que estou aqui para eternas primaveras,
Sem pressa para chegar ou ir.
Me faça sorrir.

(Sté;)
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Diálogo entre dois.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 10:13
Ela: Está ouvindo?
Ele: Sim, é bom ou ruim?
Ela: Os dois. Guardo lembrança esse cheiro.
Ele: Diga-me. Quais e por quê?
Ela: Lembra-me o puro e doce cheiro das flores...
Ele: Quê flores?
Ela: As flores... Não me faça...
Ele: Diga-me, por favor, prometo não tocar mais neste assunto. Além do mais, foi você quem começou.
Ela: Não seja tão insensível!
Ele: Sabe que nunca fui sensível.
Ela: Pois deveria ser, me magoa assim.
Ele: Desculpe-me. Tento tirar sua magoa e dor, mais você nunca abre espaço pra isso!
Ela: Eu sei. Abri-me uma vez...
Ele: Pra quem?
Ela: Um velho amado.
Ele: Ele ainda existe?
Ela: Não.
Ele: Faleceu?
Ela: Também não.
Ele: Cadê ele então?
Ela: Foi embora, larguei a mão.
Ele: Por quê?
Ela: Como todo amor vai. O pra sempre, sempre acaba.
Ele: Não tem motivos concretos?
Ela: Não.
Ele: Largou assim?
Ela: É. Larguei a mão, apenas.
Ele: Sei que tem algum, diga-me!
Ela: Só falo pra amigos.
Ele: Eu sou. E as flores... Tem a ver com isso?
Ela: É apenas um curioso. E não tem! Quantas perguntas, poxa!
Ele: Curioso? Quero te conhecer mais, te ler, te deixar bem. Abraça espaço!...
Ela: Dê-me um motivo.
Ele: Eu te amo.
Ela: Ama nada, se amasse não fazia essas perguntas que doem tanto aqui dentro.
Ele: Desculpe-me. É verdadeiro.
Sente o mesmo?
Ela: Quase.
Ele: Por quê? Não te faço feliz?
Ela: Eu te adoro.
Ele: Não é suficiente.
Ela: É um bom começo.
Ele: Sim... Mais...
Ela: Mais o quê?
Ele: Conhecemo-nos há tanto tempo!
Ela: Sim, mais a sua curiosidade... Magoa
Ele: Eu já lhe pedi desculpas e também já lhe disse o motivo dessa curiosidade.
Ela: É a pior maneira de tentar ler-me.
Ele: Como então?
Ela: Não pergunte, deixe o tempo contar.
Ele: É a minha curiosidade.
Ela: Shh! Tudo bem.
Ele: O quê?
Ela: Vou lhe contar, sobre as flores.
Ele: E o amado que você largou a mão?
Ela: Com o tempo, com o tempo.
Ele: Tudo bem. Comece meu anjo.
Ela: Essas flores, esse cheiro. São do dia do velório da minha queria avó.
Ele: Por que o guarda?
Ela: Ela é importante para mim, como as flores. Amarelas e brancas.
Ele: E por que é ruim e boa?
Ela: Ruim por que eram as flores da minha despedida com ela e boa por que é a única lembrança que tenho dela, quando realmente ela parecia está satisfeita.
Você não iria entender, sei que nunca sofreu uma perda assim.
Ele: Entendo-lhe... Não fique assim com os olhos caídos, tristes. Sabe que nunca quis te deixar assim. Mais fico feliz de ver que você tinha uma pessoa dessas por perto. E também feliz, por ver você se abrir para mim, obrigado.
Ela: Tudo bem, não se lamente tanto assim... Estava sendo egoísta não me abrindo, como você disse lhe conheço há muito tempo.
Ele: Obrigado mais uma vez, agora reconheço porque largou a mão do seu velho amado. Prometo não fazer o mesmo.
Ela: Diga-me o porquê então.
Ele: Com o tempo, com o tempo.
Ela: Ei, você abriu uma luz.
Ele: Quê luz?
Ela: Shh fique quieto, deixe-me olhar nos seus olhos pretos.

__

Ela era apenas insegura e ele apenas queria um lugar dentro dela.
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As mesquinharias de Clarice

segunda-feira, 23 de novembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:52

Clarice era maldita, escolhia as palavras como troca de roupa.
Vivia perambulando no meio das folhas de Outono.
Há semanas ela prometia que iria começar a embrulhar os presentes, ela queria alguém velho pra ajudar, alguém que tenha experiência, quem sabe assim ele não poderia a ensinar.
Ela respirava fundo e não sabia dar o laço. Então veio vindo um moço, devagarzinho, sem querer atrapalhar, tomando cuidado aonde pisava.
Era José, o menino que embala presentes, tinha mais o menos uns 15 anos.
Era alto, magro e bonito. Vestia uma meia branca até os joelhos e tinha os olhos esperançosos. Brilhantes, um par de jabuticabas pretas.
Ficou lá observando a dificuldade da menina pra dar um laço, deu riso meio torto que fez o coração pular... Sem perceber deixou cair uma caixa avermelhada que tinha uns embrulhos e laços. Apanhou depressa, mais não o suficiente para que a menina não percebesse a bagunça.
Logo, logo ela se levantou e andou depressa até o embalador. Perguntou o que ele estaria fazendo por lá, o menino não deu a mínima pra Clarice, não queria compra um briga...
Ela era um pouco ranzinha, minada e cruel. Vivia rindo da dor dos outros, sem ninguém saber que ela tinha um segredo, confidencial e nem eu sei qual é.
Ela guardava uma magoa e quando tocávamos nesse assunto logo logo se desfazia dele.
Era curioso, aguçava certa aflição em José de ver a menina daquele modo, logo ele que cresceu com ela e não sabia do tal segredo.
As folhas de Outono não paravam quietas, como se fosse um tormento na mente de Sté,
era irmã de Clarice...Uma menina doce, tinha medo da vida, tinha desistido de amar, queria sumir.
Foi a partir daí que José começou a perceber que talvez o segredo da minada menina Clarice fosse sobre sua irmã.
A menina tinha sofrido uma perda quando criança, uma perda imperdoável e insubstituível... De uma amiga, as duas eram feito unha e carne, uma só. Viviam rindo, brincando e fazendo uma debocha saudável dos outros. Alice era o nome dela, alta com cabelos pretos, feito carvão...

Sem saber por que, não tinha data marcada Alice foi embora, na madrugada de sábado de 1982, não deixou carta, só um bilhete que dizia:

Fui por você ter me marcado com uma magoa em meu peito.
Cuide-se,
Alice.


Era manhã de sábado, Clarice acordou toda animada, pois era festa da vila... Foi acordar sua querida amiga. Não a encontrou, leu o bilhete e desabou, sentiu um aperto no peito inexplicável. Não sabia o que fazer se corria ou fica por lá. Decidiu correr, passou por José e Sté.
Eles sem saber o porquê de tanta correria continuaram andando. Sté pensou, talvez seja felicidade demais por causa da festa. O embalador e sua irmã não perceberam a mágoa escorrer nos olhos de Clarice.
A menina foi parar no final da cidade, onde passou um bom tempo na esperança de sua amiga voltar.
Anoiteceu e data a largada da festa. Balões, palhaços e barraquinhas estavam por lá...

Sté estava grudada em José ainda, não deram falta da menina minada, tinham que cuidar da festa, a noite estava adorável!

Horas e horas, dias e dias se passaram, que por fim Sté deu falta de sua irmã. Foi atrás, tentando seguir o menos caminho que ela percorreu.
José morava pelas aquelas bandas, Clarice se escondeu bem quietinha para que ele não a visse.
A menina que tinha medo da vida encontro José e conversou...
Sté disse a José que estaria indo embora da cidade, não agüentava mais a molecagens de Clarice e infelicidade dela quando sua irmã estava feliz.
Disse também que tinha medo do amor e mais medo ainda dos olhos cegos dele.
Pediu para o menino robusto tomar conta de Clarice e ajudasse ela no que fosse preciso.
Clarice imediatamente saiu aos berros, jogou na cara de Sté o que Alice fez a ela, disse também que estava muito triste com a decisão dela...
A menina pensou: - Se você é minha irmã tem o dever de aturar tudo que venha de mim, seja lá boa ou ruim...

Sté ficou sem reação e com um grande peso na consciência, decidiu ficar, suportar os olhos cegos de José e as mesquinharias de Clarice.


Clarice disse a ela mesma:

-Desculpe-me se fui mesquinha, só não quero mais um buraco mais profundo ainda dentro de mim. Foi à forma que encontrei de não te perder.
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The Christmas Presents

domingo, 22 de novembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 17:59
This story of two young people who were very much in love…

The Christmas Presents

December 24 th

It was a day before Christmas and I needed a present for my baby.
I didn’t have money, but t wanted to buy to him something really cool, that could show how much I loved him.
I had only one dollar and eighty-seven cents to buy him a present, of course it wasn’t enough, but sufficient to show mu love. I wanted something simple and significative.

I’m starting today a diary, but I didn’t introduce myself…

I’m Della, I live in New York in poor little room with my husband, Jim…

Tomorrow I going shopping, I want to go to “Madame Eloise-Hair” and show a present of Christmas for my baby.

Well, I have to go to bed now… Tomorrow I come back.

Good Night.



Esse é o começo de um diário de um dia do livro New Yorkers- Short Stories.
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Falta que a falta faz

sábado, 21 de novembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 10:58

Hei de achar o que me inspira.
Talvez seja apenas uma fase ruim, onde não há nada a se dizer.
Calada no meu silêncio e cega diante do papel e caneta.
Conto um, dois e três… Respiro profundamente e nada saí.
Desisto e saio andando com as mãos abanando.
Isso me magoa e me faz um falta explícita.
Eu não sei o quero…
Aceitar ou não?
Amar ou não?
Triste ou feliz?
Conto ou poesia?
Teatro ou filme?
Viver ou não?

Fecho-me a partir de agora.
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Ore por mim

Postado por Luiza Drumond às 09:33

Príncipe da filosofia, homem prazeroso cale-me com o doce som do seu piano, tirai-me essa dor que me sufoca e me mata. Ore por mim, proteja-me, é meu anjo da guarda agora. Tem essa missão e deve cumpri-la. Veja, prometo amar-te e respeitar-te... Agora me prometa que nunca, nunca mesmo, mesmo que eu tenha que dar meu último passo até você que não me deixará.

Atendei-me e confortai-me...

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o vosso nome.
Venha a nós o vosso Reino.
Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu...”

Amém.
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