O criador - Semíramis Paterno

domingo, 20 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 10:45
(Ilustrações por Luiza- 3º período- Escola Girassol )
Em respeito á vida
Deus criou o sol
Deus criou as montanhas
Criou os animais
Ele criou as plantas
E os rios e os peixes
E o céu e as plantas
Criou o arco-íris
Fez o homem
O homem construiu cidades
Fez carros e fábricas
Mas o homem derrubou as árvores
Poluiu os rios e mares
O homem se sentiu mal
Ele se arrependeu e cuidou da natureza
E Deus o perdoou



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Cobra cascavel

sábado, 19 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 10:36

Como vocês podem ver, sou ruiva, cheia de sardas escuras, tenho olhos azuis e um único amor. Gosto de ler, mais odeio dizer.
- Mais minha filha, dizer o que?
Um silêncio enorme se passa na sala.
- Ei! Estou falando com você!
Um olhar profundo se passava entre as duas. Uma mensagem se passa neste olhar, de guerra ou paz. Mais, o que é paz? E guerra? Eu não sei. O mundo não sorri mais? O que aconteceu durante esses 200 anos?
Estou perdida, não sei o que fazer, o sol está me queimando e a sede me dominando. Não há chuvas desde 2015 e já estamos em 3001, tenho apenas 21 e uma imaginação de sonhos encabáveis e inacreditáveis.
Mais pra que ter sonhos? Nem eu sei quem eu sou. Só sei que sou ruiva com sardas escuras e sei fazer rimas nas entrelinhas. È como se fosse um rap sem a batida.
Minha pele é rachada, mais meus olhos são azuis, posso ser uma modelo, mais nada muito comum, quero um vinho tinto em uma taça azul.
Posso ser multifunções, mais só sei dizer não. Meu caderno está todo escrito, deu até um livro, cheio de rimas e rabiscos. Não sei como terminá-lo, não tem título, só uma capa vinho.
Queria ter um filho, mais nem construí minha própria vida. Tenho só um cachorro, mais mesmo assim está quase morto. Ele é vermelho com bolinhas pretas, parece uma joaninha, cabe até na minha bolsinha.
Tenho pouco tempo, mais suficiente pra dizer como amo. Não demonstro afeto, sou fria e sempre digo que amo. Está muito calor e estou transpirando, acho que vou tomar um bom banho, não posso, tenho que ter água até o final do ano. Estou com fome, mais não tem comida, vou morrer de fome meu Deus! Ai meu Deus! Estou tonta, está tudo rodando, tem algo gelado me enrolando. Está fazendo um barulho estranho. Não vejo nada, só ouço um barulho semelhante a uma cobra cascavel.

-Alô?! Alô?!
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Três coisas

terça-feira, 15 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:25

Um, dois, três
Dia, noite, madrugada
Segundo, minuto, hora
Flor, pólen, gineceu
Cabeça, fio, cabelo
Sapato, sandália, tênis
Pequeno, grande, médio
Gelado, quente, morno
Manhã, tarde, noite.
Um dia,
em uma bela noite.
Duas horas,
a flor renasceu.
Um fio de cachos dourados,
calçado na sandália,
salto médio.
Dia quente, tarde, vá,
depressa, que lerdeza. Perdeu.
Tempo esgotado.
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Achava que não podia ser maguada

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:47
(Sylvia)


Achava que não podia ser magoada;
achava que com certeza era
imune ao sofrimento —
imune às dores do espírito
ou à agonia.

Meu mundo tinha o calor do sol de abril
Meus pensamentos, salpicados de verde e ouro.
Minha alma em êxtase, ainda assim
conheceu a dor suave e aguda que só o prazer
pode conter.

Minha alma planava sobre as gaivotas
que, ofegantes, tão alto se lançando,
lá no topo pareciam roçar suas asas
farfalhantes no teto azul
do céu.

(Como é frágil o coração humano —
um latejar, um frêmito —
um frágil, luzente instrumento
de cristal que chora
ou canta.)

Então de súbito meu mundo escureceu
E as trevas encobriram minha alegria.
Restou uma ausência triste e doída
Onde mãos sem cuidado tocaram
e destruíram

minha teia prateada de felicidade.
As mãos estacaram, atônitas.
Mãos que me amavam, choraram ao ver
os destroços do meu firma-
mento.

(Como é frágil o coração humano —
espelhado poço de pensamentos.
Tão profundo e trêmulo instrumento
de vidro, que canta
ou chora.)
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Luz dos olhos escuros

sábado, 12 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 11:42
Luz dos olhos escuros
brilham na imensidade do mundo
Ódio os guarda
Rosas vermelhas brotam no jardim
Formando o mais belo mar de rosas
As folhas caiem, desenham formas indescritíveis no chão
trazendo uma mensagem de paz para um anão.
O pequeno esquilo
brinca com seu companheiro.
Caçando bem ligeiro um bom cheiro.
De mel puro a pólen. De flor a raiz. Do doce ao amargo.
São dois fãs por par.
Diga o que meus olhos encontraram em você.
São dois fãs, eles querem a quem amar ou
fure-os e diga o que você quer bem devagar.
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Dia que os Animais vão ri dos Humanos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 10:19

Vejo tudo cinza.
As flores, árvores, céus, pedem ajuda ao rei desse mundo cruel.
Os animais já não existem. Nossa espécie está extinta.
O sol está rachando o chão. Já não tem chuvas há meses.
Os humanos estão matando a si mesmo, para ter sobrevivência
O que está em alta agora é a roupa de plástico, todos estão desfilando seminus por aí.
Os humanos têm a cabeça fechada, é preciso pegar uma faca.
E os animais não têm, por isso morreram, não quiseram sofrer, viveram enquanto a vida na Terra era bela.
Agora vá!- Dizia a vaca
Matem-me, me comam, riam de mim, façam piadas. Quem agora vai rir sou eu, seus trouxas, abram seus olhos e matem a si mesmo, antes que sejam abatidos por outros.
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Vestido branco

quarta-feira, 9 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:10
Quando encontrar você
sei que vou chorar.
Quero que você enxugue minhas doces lágrimas, com a sua boca.

Arrepiando-me dos pés a cabeça.
Me entregue uma rosa vermelha
junto a um abraço teu quente e aconchegante

Vou vestir um vestido branco
e um colar de três quilates, brilhante diamante
Oh, querido! Cubra-me com uma manta.
Dê-me um bom chocolate quente.
Arranque meus segredos mais fúteis de uma passado, presente e futuro brilhante.

Leia-me, me escreva me desenhe, entre os setes mares.
Seus olhos ainda furarão os meus, pretos, feito duas jabuticabas gigantes.

Oh meu amor! Dance comigo essa noite,
cante pra mim com uma vitrola berrante, coisas sobre seu mundo brilhante.
Verdades tão verdadeiras.
Serei seu veneno mais viciante, tua menina,
mesmo que nós estejamos distantes.
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Quelqu'un M'a Dit

segunda-feira, 7 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 12:44
"On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Et que de nos tristesses il s'en fait des manteaux.

Pourtant quelqu'un m'a dit..."


"Falam que nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em um momento, como murcham as rosas
Falam que o tempo é um bastardo
Que nossas tristezas são aparência
No entanto alguém me disse..."



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Pequena Cidadã

quinta-feira, 3 de setembro de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:16

A lua hoje está linda, cheia, brilhante
entre a grande constelação e a estrela mais distante.

As estrelas desenham um lindo poema
na grande escuridão, querendo dizer o que é bom.

O papel já amassado guarda roteiro de um velho desenho animado
Que foi amassado, rasgado, por um personagem mal-acabado e solitário

As velas, já acesas, simbolizam a guerra.
Entre Gregos e Troianos, vencida por um
maldito Americano bebendo um bom vinho Italiano.

A foto 3x4 foi rasgada, pois estava assustando
os Troianos, destruídos pelos malditos Americanos,
que agora estão brindando com um copo gordo, gelo, Whisky Americano

O mundo já não é perfeito, os humanos
estão matando, a crise dominou, a felicidade
é infeliz e o humano ainda não acordou.
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Limit edition

Postado por Luiza Drumond às 10:57

A marca gaúcha Cavage acaba de criar uma minicoleção de calçados exclusivos para a Coven. A dupla de estilistas Geane Silva e Vicente Hoffmann abusou de tons metalizados e contrastes interessantes em scarpins e sapatilhas que seguem o mesmo conceito de feminilidade dos tricôs criados por Liliane Rebehy e companhia. Todos os modelos têm bico arredondado a la Chanel e têm uma pegada romântico-futurista que vai ao encontro da delicadeza das tramas da Coven nesta temporada de verão. O destaque fica para o salto alto de conceito arquitetônico e acabamento afunilado que dá um toque de vanguarda para qualquer look. As peças são exclusivas da loja da Coven que fica no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.


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Interpretando coisas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:36

Nunca se sabe se está interpretando ou não.
Ou se é, seu eu que está ali, debruçado no chão, ouvindo uma bela canção.
Roteiros, reações, canções, diz o que é bom, eis a questão.
A dança ritmava a atuação. O violão apenas canta corações nas mãos, destruídos, que descobre que foi tudo em vão, apenas dizendo não.
A fotografia guarda latidos de um velho cão, que um dia estava junto ao seu irmão, deitado em um colchão.
O café já amargo, já não é tão doce, igual ao seu vestido verde- limão, que está rasgado, manchado, está escrito em alemão, eu já esqueci o tom, seja lá qual ele for, eu já não acho bom.
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3 Dias de Paz & Música

terça-feira, 18 de agosto de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:53

Imagem via ( google)

"O Woodstock Music & Art Fair (informalmente chamado de Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", organizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Foi realizado entre os dias 15 de agosto e 18 de agosto de 1996 Originalmente, o festival deveria ocorrer na pequena cidade de Woodstock, também estado de Nova Iorque, onde moravam músicos como Bob Dylan , mas a população não aceitou, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.

O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1970 e começo de 10. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário reconhecido como uma dos maiores momentos na história da música popular." (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)



Essa semana está completando 40 anos. Foi dada a idéia de se fazer outro Woodstock, mas não foi levada a sério. Pois há 40 anos a cultura hippie era a que estava em alta! Hoje em dia, é a cultura pop, então não vejo razão de tentar bolar um novo Woodstock. E não seria o mesmo, pois vários cantores maravilhosos que participaram desse evento, já estão mortos e os hippies hoje em dia, são discriminados. Enquanto isso não acontece, basta comemorar 40 anos de Woodstock e ser feliz!



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Meu Pet

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:36
Não faz muito tempo, a designer Carla Bender lançou uma linha de vestidos de festa para cachorrinhas de fino trato que mostrei aqui. Pois o que vem no verão da sua Prime Dogs é tão divertido quanto. Trata-se de uma coleção inspirada no Ano da França no Brasil. São peças inspiradas em Coco Chanel e Edith Piaf, como, por exemplo, o tailler "La Vie en Rose"(foto à esq.). Para quem não conhece, Carla criou a Prime há quatro temporadas para vestir sua "filhota" Pezinha, a charmosa top model que aparece na foto á baixo.




Olha pra quem gosta de vestir seu animais, agora tem Chanel e Edith Piaf.
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Valioso e valiosa. Luz do dia.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 08:53
(Página 170- A menina que roubava livros- Markus Zusank)


"È valioso, como a luz do dia que reflete em seu olhar.
Fazendo a luz do dia, brilhar cada vez mais em cada olhar.
O movimento da água, em suas mãos revela uma coisa
uma coisa fácil de decifrar, basta só olhar e acreditar. "

(Luiza Drumond)
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Anjo mais velho

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 18:16

"Metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar.."

"O Teatro Mágico- O anjo mais velho"
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Campanha da Cabracega

domingo, 9 de agosto de 2009 - Postado por Luiza Drumond às 09:52

A imagem de moda deste domingo é total fresh. Em cena, um mini-geek produzido por Julia Valle para a primeira campanha da Cabracega, marca de fofowear que atende os pequenos de 4 a 14 anos.

Coordenado de maneira a fugir aos clichês de "roupa de criança", o mix de produtos brinca com os códigos da infância sem perder de vista ícones contemporâneos de moda, como a top Kate Moss. A marca leva a assinatura de Érika Frade e Lucas Magalhães.


Ahhh! E feliz dia dos Pais! :D
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